domingo, dezembro 14, 2008

Bocelli

O Gato
Que fazes aqui, ó gato?
Que ambiguidade vens explorar?
Senhor de ti, avanças, cauto,
meio agastado e sempre a disfarçar
o que afinal não tens e eu te empresto,
ó gato, pesadelo lento e lesto,
fofo no pêlo, frio no olhar!

De que obscura força és a morada?
Qual o crime de que foste testemunha?
Que Deus te deu a repentina unha
que rubrica esta mão, aquela cara?
Gato, cúmplice, de um medo
ainda sem palavras, sem enredos,
quem somos nós, teus donos ou teus servos?

Alexandre O'Neil / Poemas com Animais / Breve Antologia - Fotografia / "Bocelli "/Aurora

4 comentários:

Anónimo disse...

Lindo Bocelli,mais um gatito da tua irmã, e o poema muito engraçado, um beijo.

antonio ferreira disse...

Oi Teresinha boa noite não sabia que gostavas tanto de gatos



Um beijo

Jelicopedres disse...

Um de três que habitam a casa, que Eles, "pensam" ser de uma família de gatos....
beijinho para ti Zé.
;))

Jelicopedres disse...

Não sabias António?
Pois é, eu adoro gatos!
Têm um olhar misterioso!!!...
Obrigada pela tua visita.
Bj.