domingo, novembro 21, 2010

A Valsa Inacabada

Fotografia/teresinha

Ela tinha trinta e seis anos , ele vinte e seis. Tinham-se encontrado num baile em Viena. Ela vestia um dominó e uma máscara negra. Ele, nada de particular. Ela era Imperatriz; ele, redactor da Corte no Ministério dos Negócios Estrangeiros. Ele ignorava quem ela era. Encontraram-se em 1874. Sessenta anos mais tarde, em 1934, ele tinha oitenta e seis anos e só então soube a verdade. Sessenta anos de um amor que não existira e durara no entanto toda uma vida. Nada mais que três valsas, cartas e um poema. Sessenta anos de mistério e de vida quotidiana, atravessados pelo capitalismo triunfante e pela primeira guerra da Bósnia. [...]
[...]
- E é vai que dar-lhes um empurrão, aquele selvagem! - bradou o operário levantando-se. - Cuidado!
Tarde de mais. O homem havia atirado brutalmente ao chão a senhora de preto. A companheira soltou um grito muito agudo. Os basbaques acorreram, outras pessoas perseguiram o grosseirão que dera às de vila diogo [...]
(pequeno excerto do livro, pág. 331)
A Valsa Inacabada/Catherine Clément / Filósofa e Escritora, vive em Viena desde 1991 (inspirada por um episódio autêntico da vida de Sissi)

quinta-feira, novembro 18, 2010

Por falar em Anjos...

[...]
Deixei atrás o acaso de viver,
O ser sempre outrem, a escondida lei ,
Caos de existirmos, névoa de o saber.
*
Fernando Pessoa/ L`OMME - Novas Poesias Inéditas
Fotografia/Teresinha- Convento N. Senhora de Alpendurada

segunda-feira, novembro 01, 2010

"Um Violino no Mercado"

Surpresa agradável, é sair de casa para tomar um café e "servirem-lhe", também uma inesperada melodia...!

fotografia/teresinha