quinta-feira, junho 28, 2007

[...] cantando ás pedras

[...]
sempre as suas flores
de pedra estão
silenciosamente cantando
uma canção mais silenciosa
do que o silêncio, estas sempre
crianças para sempre
cantam engrinaldadas de canto
que floresce crianças de
pedra com floridos

olhos
sabem se uma
pequena árvore ouve
para sempre crianças
cantando para sempre
uma canção feita
do que é silencioso como pedra silêncio de
canção

Edward E. Cummings - Livrodepoemas / fotografia - Teresinha, em Trogir Cat. S. Lourenço - Croácia

domingo, junho 24, 2007

La Cumbia del Mole

Contra Ventos e Marés, se não conseguiu ir até à praia, delicie-se com esta:
"Cumbia del Mole".
Deixe-se ficar mais um pouco com a voz de Lila Downs, e tenha uma boa semana!

quarta-feira, junho 20, 2007

ÁGUA DE ROSAS


O primeiro perfume de rosas foi criado em França, há cem anos.
Hoje em dia os mistérios da rosa iluminam muitos perfumes. A matéria-prima utilizada nos bons perfumes é a Rosa "centifolia", cor-de-rosa e brilhante. Têem de ser colhidas e não arrancadas.
Esse serviço é desempenhado por jardineiros especialmente treinados, que conseguem colher cinco a sete quilos de pétalas por hora. Essa colheita tem de ser feita nas primeiras trinta e seis horas após a floração, visto que depois desse período as pétalas perdem grande parte do seu delicado aroma.
- A Água de Rosas é obtida após a extracção dos óleos.
Perfumes - Tina Kucklmann (Círculo de Leitores) - fotografia, Teresinha - Jardim das Rosas em Barcelos
( Postagem dedicada à SÃO )

segunda-feira, junho 18, 2007

" Planta, Botão, Flor e Fruto"


GELEIA DE FRAMBOESA

Ingredientes:
1 kg. açúcar
750 gr. framboesas
200 ml. água
Misture as framboesas com a água e leve a cozer durante cinco minutos. Passam-se por um pano fininho dentro de um escorredor, sem espremer. Faça uma segunda extracção com mais um pouco de água e volte a passar para fazer um bom líquido.
Em seguida misture o açúcar e deixe ferver até adquirir o ponto desejado. A meio do processo junte algumas framboesas bem maduras.
O PONTO: deite uma colher de geleia num prato deixe arrefecer um pouco e verifique com o dedo se faz estrada.
IMPORTANTE: vá retirando a espuma que se forma com uma concha.
DICA: para ficar mais sólida, junte o sumo de um limão ( tem muita pectina ).
( No Entroncamento - Não sendo um FENÓMENO - Plantadas e tratadas por nós).
Fotografias, Teresinha - Geleia , minha versão -

sábado, junho 16, 2007

"Sonhei que a Chuva era de Prata"

Ai, dói-me aqui, dói-me ali. É do "tempo", todos repetem! Fica-se com tema de conversa para um tempo infinito, como se nada mais existisse! - Não quero saber! Está a chover, o vento mudou de repente, está cinzento. Que humidade! Tudo bem!
Continuo a não querer saber.
- Eu dou a cor!... Visto uma blusa colorida, um impremiável por cima, e lá vai ela! A vida não para, não quero que ela pare! Vejo as coisas de outra forma, se chove as Romãzeiras em flor do meu jardim, emprestam aos meus olhos o brilho. Chegam a parecer salpicadas de pérolas brilhantes através das gotículas de água. Sem a chuva, não conseguiria nunca vê-las desta forma.
As flores dos Jacarandás da minha rua, ao cairem na terra acabada de cavar emprestam-me um tom raro, o lilás por cima de um castanho terra, que vai ficando cada vez mais lilás. Mas do outro lado elas caiem lilases, em cima da relva verde, verde, verde...
Consoante a sua espécie, a cor muda, do castanho dos seus troncos, ao verde dos ramos; ás flores lilases; laranja, amarelo, rosa, ao branco leitoso...
Todas elas brilhantes, com a chuva que para mim é tranparente, e é de PRATA !
O sonho é real...
Texto e fotografia - Teresinha Amoroso- Santuário da Senhora da Franqueira, Barcelos

sexta-feira, junho 15, 2007

JUNHO ! Afinal, estamos em que mês???

Nuvens negras; chuva; rajadas de vento; trovoadas...
O sol, anda escondido, diria mesmo, envergonhado, não aparece mais, apesar da temperatura se manter amena! Está tudo ao contrário.
- Então agora não era o tempo de irmos dançar nos Santos Populares, de comer as bifanas e as sardinhas na brasa!!!???...
Não era também o tempo de regar as hortas, de preferência à tardinha quando a terra já não está quente ? O que vai ser das cerejas com esta água toda? E o mel, não era agora que se fazia a sua extracção ??? Era SIM!!!
- Era nesta altura que a tia Emília, da Maria Condinha, chegava lá a casa com uma grande travessa, tapada com um pano de tabuleiro bordado a ponto de cruz. Hum...que delícia quando víamos tirar aquele paninho! Crescia-nos água na boca, e passávamos à acção, ao saborearmos aqueles favos, até ficarmos com a boca cheia de cera de abelhas, isto só até pegarmos no próximo favo de mel... e ficarmos com as mãos a escorrer aquela "seiva" deliciosa!... Se a memória não me falha, era assim!
- Era também a época de tosquiar as ovelhas, ( a lã era melhor nesta altura do ano, não ficava tão suada e era mais fácil de tratar ), não se deixavam chocar as galinhas! Isso é que nunca cheguei a saber porquê. Sei que havia uma altura especial para isso. Nesta altura, não!
Ah, estás no ninho, em cima de um ovo apenas? Salta daí. E levava uma "borrifadela" de água para arrefecer os ânimos...
-Agora, já percebi porque é que as abelhas andam sempre a mudar a casa (o enxame), e porque é que os pintos vêem das chocadeiras dos aviários.
- Estou, esclarecida!!!
Texto e fotografia ,Teresinha

quarta-feira, junho 13, 2007

Fernando Pessoa - Nas. 13 Junho 1888

Se alguém bater um dia à tua porta,
Dizendo que é um emissário meu,
Não acredites, nem que seja eu;
Que o meu vaidoso orgulho não comporta
Bater sequer à porta irreal do céu.

Mas se, naturalmente, e sem ouvir
Alguém bater e fores a porta abrir
E encontrares alguém como que à espera
De ousar bater, medita um pouco. Esse era
Meu emissário e eu e o que comporta
O meu orgulho do que desespera.
Abre a quem não bater à tua porta!

Var. : 11: O meu orgulho que já desespera
Novas Poesias Inéditas - Fernando Pessoa - 5-9-34

quarta-feira, junho 06, 2007

Zoologia: o gato " Miyagi "

Um gato, em casa, sozinho, sobe
à janela para que, da rua, o
vejam.

O sol bate nos vidros e
aquece o gato que, imóvel,
parece um objecto.

Fica assim para que o
invejem - indiferente
mesmo que o chamem,

Por não sei que privilégio,
os gatos conhecem
a eternidade.
Nuno Júdice - Poemas com Animais - Breve Antologia
Fotografia, da XANA - Miyagi

sexta-feira, junho 01, 2007

Todas as Crianças são Raios de SOL


[...]

- Sabes onde é a Farmácia do Senhor Silva?
-Sei sim senhora- disse eu. E lá fui.
- Boa tarde, Sr. Silva
-Boa tarde, menina. O que a traz por cá?
-Venho buscar dois e quinhentos de pozinhos de Maio.
-Pozinhos de Maio? Ah! Sim... Pozinhos de Maio.
E o Sr. Silva sorria para mim.
Não sei se foi o meu ar infeliz, ou o meu ar ingénuo que o deixou mais atento ás minhas maleitas.
- Olhe minha querida. Eu vou contar-lhe. Pozinhos de Maio, não existem, isso foi uma partida que lhe quiseram pregar, mas a minha menina, agora, cala-se muito caladinha, leva esta caixinha de pomada e não diz nada.
Fiquei toda rosada ...
[...]
Sei que nos dias seguintes me rodearam de mimos, mas... os pozinhos de Maio ficaram-me atravessados na garganta.
Texto de : Maria do Céu do Ó - O Céu da Céu - ( Fotografia : O Zé Pedro, pequenino )
A minha homenagem neste Dia a todas as Crianças