Segunda-feira, Novembro 02, 2009

 

"Regresso" à Casa das Tílias

[...]
- Vou fechar os olhos, segura-me pela mão.
Subi a grande escada de pedra, como sempre, a chave estava na porta. Abri e entrei. No corredor da entrada que reconheci de imediato, assim como na sala de jantar lá estavam, nos quatro cantos superiores as pequenas túlipas pintadas sobre a cor de fundo verde-mar das paredes. Estou em casa...!
- Vem por aqui, percorre comigo todos os recantos. Vou lá acima, quero abrir todas as portas e janelas até ao "quarto da ponta".
A casa está em silêncio. O chão de madeira mantém o mesmo brilho como se tivesse sido acabado de encerar. Na mesa do telefone a mesma jarra de rosas brancas e goivos.
- Espera... - Olha! A imagem daquele quadro na parede que me fazia ir várias vezes, de uma ponta à outra da sala para me certificar que o mesmo olhar me seguia.
Repeti novamente esse gesto. Tudo intacto!
- A mala da roupa! Abri e, deparei-me com um masso de cartas atadas com uma fita de seda. O cheiro a alfazema espalhou-se pela sala... Voltei a fechá-la e sentei-me nela, virada para a "janela da frente". Lá estavam, os azulejos... Não tinham desenhos geométricos, mas antes formas indefinidas onde eu via um tronco bordeaux; folhas verdes; tons de laranja; um lilás quase azul clarinho, num conjunto forrado por um brilho intenso leitoso, que mais pareciam grandes flores de abóbora. A mim, pareciam-me flores de abóbora!
"Deslizei para o quarto da ponta"...
-Sempre que ouvia os seus passos suaves, fingia que dormia para melhor sentir os braços que me aconchegavam a roupa, deixando o seu roupão perto do meu rosto com o seu inconfundível perfume de mãe, voltava a sair fechando suavemente a porta. Tão suave, quanto o meu adormecer...
- Por aqui agora. Em cima da grande arca de madeira, a roupa acabada de passar a ferro.
- Vamos descer! Este segundo degrau ainda range... Sempre me denunciava de cada vez que ia à cozinha à procura de alguma guloseima. Em cima da mesa uma travessa de arroz-doce polvilhada com canela formando um xadrez.
Os meus olhos continuam fechados mas, quero ver as latadas de uvas no terraço. Quero descer cada degrau até ao jardim e observar atentamente cada vaso de malvas das mais variadas cores, coleccionadas aqui e ali, ao longo dos anos.
- Espera um pouco!... Ainda lá está! Quero andar de baloiço até me apetecer e ficar suspensa, até ouvir do alto da escada chamarem por mim.
- «Já podes abrir os olhos...»
- Estou agora do lado de fora, na beira da estrada, donde avisto um espaço vazio cercado e um portão fechado a cadeado, apenas! Ao fundo, vislumbro as árvores carregadas de frutos e as tílias que baloiçam os ramos ao sabor do vento.
Apenas as árvores continuam lá, de pé!
-As minhas memórias, também.
*
Texto e fotografia/Teresinha

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Quarta-feira, Outubro 28, 2009

 

Vou ali já venho...

Qualquer coisa, perguntem à Ana. Foi ela a Autora do "Cartaz".
Fotografia/ Ana Esperança

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Segunda-feira, Outubro 19, 2009

 

"A Fuga"

"Quem perde a esperança foge. Quem perde a confiança esconde-se. E ele queria as duas coisas: fugir e esconder-se." (Do livro "Jesusalém de Mia Couto)
*
Acabou de ler a frase. Pousou o livro, apoiou o cotovelo na mesa, coçou o queixo e sorriu com ironia.
Assentava-lhe bem aquela frase. Parecia até dirigida a si próprio e à sua vida.
Que vida, afinal?
Não queria pensar. Com uma estranha indolência, correu a persiana da janela e fechou as cortinas. Colocou uma das suas músicas preferidas a tocar, recostou-se no sofá, pôs os auscultadores nos ouvidos e ficou ali, "escondido", tentando esgotar por completo o seu tempo.
- Que tempo?
- O seu tempo!
- Porque o outro, o tempo dos outros, estava lá fora. Fora daquela sala, transformada instantâneamente no seu refúgio, para onde podia sempre viajar, deixando as malas e os roteiros turísticos do outro lado da vida, que não a sua.
Ali, prosseguia Bach, «Concerto nº3 em Sol Maior».
Através de uma luz ténue, vinda do aquário ao canto da sala, vislumbrava uma dança infindável, interpretada por peixes cor-de-laranja que o habitavam, como se do mar se tratasse.
Embora esse espaço lhe parecesse exíguo, era na verdade, suficiente para eles pensava, enquanto que - o seu espaço - que era só dele, lhe proporcionava o perfeito esconderijo e a fuga de si próprio.
Sem qualquer força anímica que o despertasse pois limitava-se apenas a ouvir a música, disse de si para si: quero ficar; não ver o tempo passar; esconder-me e fugir para dentro de mim...
*
"Escritas de Verão" (partilhadas)
Texto/Carolina e Teresinha - fotografia/Teresinha (Oceanário de Lisboa)

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Sábado, Outubro 17, 2009

 

"Ad Multos Annos"

FOLHAS ORIENTADORAS
*
As folhas brancas
Verdes ou vermelhas
Sempre sulcadas
Por nervuras ou escrita
São a garantia da
sobrevivência
De um mundo vegetal
E do mundo mental
Não têm substituto
São firmes e sabem
permanecer
*
São folhas livres que voam!
Filhas do vento:
gelado
Quando soprado da terra
brusco
Quando enviado do mar
*
Todas sorriem desfasadas:
a folha fotosintética
a folha de cor branca impressa
e a vermelha coberta de pudor.
*
Mª José Ramil/A Folhagem e o Mar - Fotografia/Teresinha
Para ti querida Amiga, Mª José (Gigia) com um abraço de Parabéns!

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Sábado, Outubro 10, 2009

 

Um dia de "Verão" no Outono!

Olá Amiga/o!!!
Hoje, se chover, que sejas feliz com a chuva que molha os campos, varre as ruas e limpa a atmosfera. Se fizer sol, aproveita o calor. Se houver flores no teu jardim, aproveita o perfume...
Se tudo estiver seco, aproveita para colocar as mãos na terra, plantar sementes e aguardar a floração. - HOJE, NÃO ARRANJES DESCULPAS... Sê feliz de qualquer jeito. Lembra-te que a única fonte de felicidade está dentro de nós e deve ser repartida. Repartir as nossas alegrias é como espalhar perfume sobre os outros. Sempre acaba caindo alguma gota sobre nós.
QUE OS TEUS DIAS SEJAM PERFEITOS... TU MERECES!!!
*
Texto recebido por email- Fotografia/Teresinha

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Quinta-feira, Outubro 01, 2009

 

Os Anos são "Pérolas" que se vão juntando...

1 DE OUTUBRO / DIA DO IDOSO
Do aroma que as flores são
*
Aquilo que a gente lembra
Sem o querer lembrar,
E inerte se desmembra
Como um fumo no ar,
É a música que a alma tem,
É o perfume que vem,
Vago, inútil, trazido
Por uma brisa de agrado,
Do fundo do que é esquecido,
Dos jardins do passado.
*
Aquilo que a gente sonha
Sem saber de sonhar,
Aquela boca risonha
Que nunca nos quis beijar,
Aquela vaga ironia
Que uns olhos tiveram um dia
Para a nossa emoção -
Tudo isso nos dá agrado,
Flores que flores são
Nos jardins do passado.
*
Não sei o que fiz da vida,
Nem o quero saber.
Se a tenho por perdida
Sei eu o que é perder?
Mas tudo é música se há
Alma onde a alma está,
E há um vago, suave, sono,
Um sonho morno de agrado,
Quando regresso, dono,
Aos jardins do passado.
Novas Poesias Inéditas de Fernando Pessoa - Fotografia / Teresinha
*
- Fotografia tirada num Centro de Dia do Concelho de Santiago do Cacém, (com a devida permissão), aquando da visita da Tunasas, da Academia Sénior de Artes e Saberes do Litoral Alentejano - Neste dia, dedico a todos os idosos como prova de carinho, uma mensagem de ternura e a promessa da minha presença, com fotografias, sorrisos, conversas, "docinhos e cantigas", sempre que se proporcionar. Enquanto espero a minha "Idade Maior"... lá estarei!
Um terno abraço extensivo a todos ELES!

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Quinta-feira, Setembro 24, 2009

 

Sementeira pela mão de Torga



Sementeira


Foi a mão como um ralo a semear
Que me disse que sim, que acreditasse;
Que a vida era um poema a germinar,
E portanto cantasse!

Miguel Torga/Poesia Completa , Coimbra, 1 de Outubro de 1945



Fotografia/Teresinha


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Domingo, Setembro 13, 2009

 

Vindima

Mãe:
Já só te encontro no meu coração.
Fora dele, é o renovo e a negação
Dos pesadelos.
Enxertam-se os bacelos
Do presente,
E o mesmo alvaralhão tinge a nascente
Que mana dos lagares,
Altares
Do esquecimento
E nenhum pensamento
Se detém
A recordar, na embriaguez do mosto,
A doçura das linhas do teu rosto,
Mãe!

Miguel Torga / Poesia Completa - Fotografia / Teresinha

Sobre Miguel Torga
"Um poeta realmente rebuscado, segue de perto um vocabulário vernáculo, bem ao jeito da sua terra. Cria um poema de grande originalidade porque, metaforicamente, equivale o esquecimento com a ebriedade que um bom vinho lhe provoca, após uma gestação tão especial... Tal como a sua, já tão longínqua, no seio de sua mãe."
(Palavras deixadas em jeito de comentário, as quais todos agradecemos, pela professora Fátima Beja. )

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Domingo, Agosto 30, 2009

 

Para uma "FLOR"

Com carinho da tia para a Camila
Cântico... Cantata... Cascata... Caminho... Claridade... Concha... Casa... Cambraia... Calor... Calma... Carinho... Criação... Criatura... Corola... Camélia... Cantiga... Crisálida... Coração... Colo... Criança... CAMILA...!!!

Fotografia- Teresinha

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Sábado, Agosto 29, 2009

 

Black and White

" Era uma vez um gato com uns olhos tão verdes que quando passeava pelo bosque dir-se-ia que era uma sombra em que se tinham aberto dois buracos para se poder ver a verdura do verde.
Tisana/205 A.H."
Dirijo-me a casa do meu amigo Eros Fonético e bato à porta.
Responde o gato miau-rinhau-nhau.
Digo eu era para pedir a receita dos sonhos.
Responde o gato rauauaummm.
Digo eu sabe é que tenho um Epicurista lá em casa e preciso imenso dessa receita vá lá.
Responde o gato miauraum-minhaurau.
Começo a enervar-me. Não me responda dessa maneira ouviu quem julga que é olhe que eu sou visita cá de casa há muitos anos percebe há muito mais tempo que você.
Responde o gato miau-miaurau.
Estou enervadíssima mas mudo de táctica olhe diga-me ao menos qual é a divisão porque isso ajuda.
Responde o gato rauaum-ron-ronrau.
Como? como? de manhã? para salústio? mas é absolutamente abdominável.
Oh muito obrigado muito obrigado muitius obligatius muchibous thankibus tralalá lará lará.
O gato lambe a pata e lava a cara e interrompe e fica com a ponta da língua de fora.
*
(As Tisanas são uma meditação poética sobre escrita como pintura e filtro da vida. No seu conjunto formam uma espécie de cidade-estado construída pela escrita criadora, que é a abolição oblíqua, delírio provocado e lição de tentativa. O mundo das Tisanas é um mapa emotivo de uma conjuntura cultural em que os agentes do sentido têm por árbito o espírito. A.H.)

Ana Hatherly/463 Tisanas - Fotografia/Teresinha

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Quinta-feira, Agosto 27, 2009

 

Do Poente...

Pôr do Sol, numa praia deserta
A Natureza usa o amarelo
Mais raramente do que outro Matiz.
Poupa-o o mais que pode para os Poentes
Pródigos em azul
*
Nature rarer uses yellow
Than another Hue.
Saves she all of that for sunsets
Prodigal of Blue
*

Emily Dikinson / Poemas e Cartas - Fotografia /Teresinha

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Terça-feira, Agosto 18, 2009

 

Um Dia Bom

Porto Covo + "Marquês" + Juja + Encontro + Abraço + Sorriso + Simpatia + Três horas de conversa + Prendinha + Gelado = Um Dia Bom
Hoje é um dia BOM!
Porque BOM, é dar um abraço e dizer "Olá"!
BOM é partilhar as afinidades
e reciprocidades na vontade de crescer.
BOM é estar vivo, sorrir e comunicar
na dádiva de um pouco de nós.
BOM é abrir o coração e dar as mãos
numa corrente de amizade
que dê a volta ao mundo
como um abraço solidário.
Porque conheci mais uma amiga.
Hoje é um dia BOM!

Maria de Jesus Pinto / Agosto de 2009
(Poema dedicado a mim escrito pela Juja, para assinalar o dia que nos conhecemos pessoalmente. Amiga da Carolina Palminha. Colega de Escola da Ana Esperança, e me foi apresentada na Blogosfera. Obrigada!
- HOJE FOI, MAIS UM DIA BOM ).
Fotografia/teresinha

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Quinta-feira, Agosto 06, 2009

 

A-Ver-o-Mar


Pedras

Rochas batidas pelo mar;
Arredondados seixos, brinquedos das ondas;
rochedos sustentando serras e arribas;
pedregulhos maiores ou menores,
espalhados por aí...

Semeadas por anónimas vontades.
Perdidas em esperas infinitas.
Moldadas pelos acidentes da natureza.
Sem coração, sem olhar, sem alegria ou tristeza,
permanecem sómente no correr do tempo...
Testemunhas,
nem sempre mudas da nossa passagem.
Numa passividade petrificada
perdurarão numa escala intemporal?

Pedras...
Antes de nós desde quando?
Depois de nós, até quando?
Pequenez do ser humano!
Tão curto o seu tempo.

Maria de Jesus Pinto / 2009 - Fotografia teresinha

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Quarta-feira, Julho 29, 2009

 

"Welcome" Inês

Mamã como é que se escreve bem-vindo em Inglês?
-Não sei filha.
-Não sabes?!... Olha mãe, ouve:
"O Sol brilha e a Lua também"... - Isto é um poema!
Indiferente aos olhares dos outros passageiros, continuava - I love you...
Apenas a sua voz se ouvia dentro da carruagem. Embaladas pelo andamento as pessoas, bebiam água; liam, ouviam música baixinho; algumas recebiam e mandavam mensagens via telemóvel; tomavam comprimidos; outras, dormiam aproveitando a "boleia".
- Estamos perto mamã.
- Olha, vamos tão alto! Agora não se vê nada lá para fora.
- É um túnel filhota.
- Ah é?!!!...
- Mãe, não te lembras ainda como se escreve bem-vindo em Inglês?
- Não sei filha, quando chegarmos vamos perguntar à tia. Ela sabe!
- Achas?!
- Sabe concerteza.
- Está bem, agora vou cantar baixinho.
- Já não deve faltar muito para chegarmos. Estamos mais perto mamã!
" Atenção senhores passageiros, dentro de momentos o combóio vai dar entrada na Estação de Coimbra B ."
- My name is Inês.
- Eu não sei falar inglês, eu estou a aprender inglês.
- I am six years old. (she sad)
Enquanto se dirigia para a porta, olhou para mim e disse:
- Olá!!!
- Olá Inês!
- Sabes como se escreve bem-vindo em Inglês?
- Sim. Escreve-se - welcome.
- Vês mãe, já não é preciso perguntar à tia , esta senhora sabe. Escreve aqui no meu caderno para eu não me esquecer, está bem?
- Vais passear? (perguntei)
- Não, vou a Coimbra! (respondeu-me)
- Mãe chegámos, está ali o avô!
- Olá avô! Olha, tens de me dizer welcome porque eu estou a chegar, sabias?
- Ah sim?!... Então, vou dizer: "Welcome Inês, há quanto tempo minha querida!"...
- Oh avô, já chegámos!!!

texto e fotografia/teresinha

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Terça-feira, Julho 21, 2009

 

Por aqui, por ali...

Já não vai ao Mar, nem está preocupado pelo facto de estar, "estacionado" fora da areia, mantém uma atitude positiva - por isso - "Não Te Rales"
Canção - (Pimas)

Água azul, ei-la.
Entrei nela.
Fiquei todo azul.

Poemas Ameríndios- p/ Herberto Helder
*

Praia do Porto Novo


Fotografia/ Teresinha

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Terça-feira, Julho 14, 2009

 

"Cartão de Visita"

Agora no Ribatejo. - Isto é um convite -

Se passar por lá, procure as Hortênsias.
Depois da praia, outros ares.
Na praia no campo e na cidade, este ano o resto das minhas férias,
são "cá dentro"...
Fotografia/teresinha

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Quinta-feira, Julho 09, 2009

 

Mais MAR "Limpinho"

"Mergulho" no MAR, sempre que posso...
Painel que ilustra o belíssimo trabalho de João Limpinho
Um Mar onde os peixes podem ser verdes...
Ou, adquirir formas até agora desconhecidas
Fotografia/teresinha

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Domingo, Julho 05, 2009

 

Mar - de João Limpinho

«Com amizade» João Limpinho - 1/7/2009 - (escreveu)
Exposição / Mar - 01 a 31 de Julho de 2009 - Biblioteca Municipal Manuel "do Tojal"
Vila Nova de Santo AndréEnquanto esperávamos pela abertura da Exposição, deparei-me com um pequeno visitante que correndo pela sala ia observando cada peça exposta. Parou de repente e disse, do "alto" da sua pequena estatura:"Esta, está muito bem feita"! (tão rápido, que mal tive tempo para respirar)
A Sereia, a que se referia o pequeno visitante!
Suspensos, peixes trabalhados com os mais surpreendentes materiais...
A elaboração destas obras de Jão Limpinho são uma constante surpresa, a merecer uma visita mais minuciosa. Dos objectos mais inusitados, ( frascos de perfume, pérolas, parafusos, um porta moedas antigo, pequenos pedaços de metal, entre outros)... cria , estas obras de arte! Neste caso, Seres Marinhos, que povoam o nosso imaginário, são de súbito, identificados por nós. A maneira como se encontram expostos, (suspensos de um círculo). É como se, de repente, mergulhássemos num qualquer "Oceano", onde habitam sereias, peixes e dragões marinhos.
- A minha visita não terminou, porque, vou voltar a entrar no MAR...
- Até, 31 de Julho.

Fotografia/teresinha

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Segunda-feira, Junho 29, 2009

 

Ouro "sob" Azul

Da minha janela...
Tule de tela na planície
*
De pé, majestosa
qual seara fertilizada
dançando ao vento
vestida de ouro.
*
Cair a teus pés
e ser abraçada
depois transportada
em feixes de luz.
*
Paveias de trigo
seriam cobertas
de extensões de tule...
[...]

Teresinha/ Julho 2006 - fotografia/teresinha

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Domingo, Junho 21, 2009

 

"Surya Namaskar"

«SAUDAÇÃO AO SOL»
*
QUE SEGURO
OMNIPRESENTE
E INCANDESCENTE ÉS,
Ó SURYA, TU ILUMINAS
O CÉU INTEIRO!
AMAS
POR IGUAL, TANTO
OS DEUSES COMO OS
HOMENS, JÁ QUE TE
ERGUES PARA QUE UNS
E OUTROS VEJAM A
LUZ DO
SOL

Hino procedente dos Vedas, dedicados a Surya, o deus do Sol
(No SOLSTÍCIO doVERÃO)
*
O Grande Livro do Ioga / Anna Trökes - Fotografia/teresinha

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Segunda-feira, Junho 15, 2009

 

Talvez

Talvez um dia peça:
"Desenha uma flor"!
*
Ou o sol
Ou o olhar
*
Suponho que a tua mão
crescerá para mim
como a flor o sol e o olhar
Suspensos na indecisão do
gesto.
*
A luz estará lá
insubornável
na clandestina cor
do silêncio.
*
Hugo Santos/A Cor - fotografia/teresinha

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Quinta-feira, Junho 11, 2009

 

Página...

*
e
m

b
r
a
n
c
o

*



Fotografia/teresinha (Roma, Panteão)

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Domingo, Junho 07, 2009

 

Querida AMIGA...


Da tua voz, só o silêncio.
Como o mar vago
a uma praia deserta,
chega aos nossos corações a dor...
[...]

De, Fernado Pessoa

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Segunda-feira, Junho 01, 2009

 

Sorrisos precisam-se...

"Não fique triste.
Se você fica triste, eu fico triste.
E eu não gosto de me ver triste..."

(Letícia Thompson) - fotografia/teresinha (Centro de Dia de Val de Água)

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Terça-feira, Maio 26, 2009

 

Por portas e travessas...

Prováveis recantos!
Escadas para o "ceu"...
Por portas, travessas, becos e ruas de Mértola ...
Quando o Alentejo era um importante couto mineiro das civilizações mediterrânicas e o Guadiana uma decisiva rota comercial, Mértola foi uma grande capital. Assim aconteceu durante as ocupações romana e árabe, e disso há abundantes testemunhos.
[...]
Guia Expresso / Turismo de Habitação - Fotografia/ teresinha

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