Humilde é o Outono como os lenhadores. Difícil é arrancar todas as folhas de todas as árvores de todos os países. A Primavera coseu-as voando e agora há que deixá-las cair como se fossem pássaros amarelos [...]
Pablo Neruda/Odes Elementares -Fotografias do vídeo no Parque Central V. N. Santo André
(Presentinho para ti Rodrigo, clica na setinha se quiseres ver mais ) "LOVE U"!
O trabalho que começou a 17 de Novembrode 1717 como um modesto projecto para abrigar 13 frades franciscanos, transformou-se posteriormente em obras primorosas, magníficas, incluídas nos planos mais ambiciosos de D. João e do seu arquitecto, Johann Friedrich Ludwig.
"Tesouros"...
Há quem defenda que a obra se construiu devido a uma promessa feita relativa a uma doença de que o rei sofria. O nascimento da princesa Maria Bárbara determinou o cumprimento dessa promessa. O palácio e convento barroco domina a vila de Mafra. Foi classificado como Monumento Nacional em 1910 e uma das Sete Maravilhas de Portugal a 7 de Julho de 2007.
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(Estas são algumas das "maravilhas eleitas por mim", durante a visita que fizemos - ASAS - no passado dia 7 de Novembro.)
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Fotografia/Teresinha (clique na imagem se quiser ver em pormenor)
Subi a grande escada de pedra, como sempre, a chave estava na porta. Abri e entrei. No corredor da entrada que reconheci de imediato, assim como na sala de jantar lá estavam, nos quatro cantos superiores as pequenas túlipas pintadas sobre a cor de fundo verde-mar das paredes. Estou em casa...!
- Vem por aqui, percorre comigo todos os recantos. Vou lá acima, quero abrir todas as portas e janelas até ao "quarto da ponta".
A casa está em silêncio. O chão de madeira mantém o mesmo brilho como se tivesse sido acabado de encerar. Na mesa do telefone a mesma jarra de rosas brancas e goivos.
- Espera... - Olha! A imagem daquele quadro na parede que me fazia ir várias vezes, de uma ponta à outra da sala para me certificar que o mesmo olhar me seguia.
Repeti novamente esse gesto. Tudo intacto!
- A mala da roupa! Abri e, deparei-me com um masso de cartas atadas com uma fita de seda. O cheiro a alfazema espalhou-se pela sala... Voltei a fechá-la e sentei-me nela, virada para a "janela da frente". Lá estavam, os azulejos... Não tinham desenhos geométricos, mas antes formas indefinidas onde eu via um tronco bordeaux; folhas verdes; tons de laranja; um lilás quase azul clarinho, num conjunto forrado por um brilho intenso leitoso, que mais pareciam grandes flores de abóbora. A mim, pareciam-me flores de abóbora!
"Deslizei para o quarto da ponta"...
-Sempre que ouvia os seus passos suaves, fingia que dormia para melhor sentir os braços que me aconchegavam a roupa, deixando o seu roupão perto do meu rosto com o seu inconfundível perfume de mãe, voltava a sair fechando suavemente a porta. Tão suave, quanto o meu adormecer...
- Por aqui agora. Em cima da grande arca de madeira, a roupa acabada de passar a ferro.
- Vamos descer! Este segundo degrau ainda range... Sempre me denunciava de cada vez que ia à cozinha à procura de alguma guloseima. Em cima da mesa uma travessa de arroz-doce polvilhada com canela formando um xadrez.
Os meus olhos continuam fechados mas, quero ver as latadas de uvas no terraço. Quero descer cada degrau até ao jardim e observar atentamente cada vaso de malvas das mais variadas cores, coleccionadas aqui e ali, ao longo dos anos.
- Espera um pouco!... Ainda lá está! Quero andar de baloiço até me apetecer e ficar suspensa, até ouvir do alto da escada chamarem por mim.
- «Já podes abrir os olhos...»
- Estou agora do lado de fora, na beira da estrada, donde avisto um espaço vazio cercado e um portão fechado a cadeado, apenas! Ao fundo, vislumbro as árvores carregadas de frutos e as tílias que baloiçam os ramos ao sabor do vento.
"Quem perde a esperança foge. Quem perde a confiança esconde-se. E ele queria as duas coisas: fugir e esconder-se." (Do livro "Jesusalém de Mia Couto)
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Acabou de ler a frase. Pousou o livro, apoiou o cotovelo na mesa, coçou o queixo e sorriu com ironia.
Assentava-lhe bem aquela frase. Parecia até dirigida a si próprio e à sua vida.
Que vida, afinal?
Não queria pensar. Com uma estranha indolência, correu a persiana da janela e fechou as cortinas. Colocou uma das suas músicas preferidas a tocar, recostou-se no sofá, pôs os auscultadores nos ouvidos e ficou ali, "escondido", tentando esgotar por completo o seu tempo.
- Que tempo?
- O seu tempo!
- Porque o outro, o tempo dos outros, estava lá fora. Fora daquela sala, transformada instantâneamente no seu refúgio, para onde podia sempre viajar, deixando as malas e os roteiros turísticos do outro lado da vida, que não a sua.
Ali, prosseguia Bach, «Concerto nº3 em Sol Maior».
Através de uma luz ténue, vinda do aquário ao canto da sala, vislumbrava uma dança infindável, interpretada por peixes cor-de-laranja que o habitavam, como se do mar se tratasse.
Embora esse espaço lhe parecesse exíguo, era na verdade, suficiente para eles pensava, enquanto que - o seu espaço - que era só dele, lhe proporcionava o perfeito esconderijo e a fuga de si próprio.
Sem qualquer força anímica que o despertasse pois limitava-se apenas a ouvir a música, disse de si para si: quero ficar; não ver o tempo passar; esconder-me e fugir para dentro de mim...
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"Escritas de Verão" (partilhadas)
Texto/Carolina e Teresinha - fotografia/Teresinha(Oceanário de Lisboa)
Hoje, se chover, que sejas feliz com a chuva que molha os campos, varre as ruas e limpa a atmosfera. Se fizer sol, aproveita o calor. Se houver flores no teu jardim, aproveita o perfume...
Se tudo estiver seco, aproveita para colocar as mãos na terra, plantar sementes e aguardar a floração. - HOJE, NÃO ARRANJES DESCULPAS... Sê feliz de qualquer jeito. Lembra-te que a única fonte de felicidade está dentro de nós e deve ser repartida. Repartir as nossas alegrias é como espalhar perfume sobre os outros. Sempre acaba caindo alguma gota sobre nós.
Novas Poesias Inéditas de Fernando Pessoa - Fotografia / Teresinha
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- Fotografia tirada num Centro de Dia do Concelho de Santiago do Cacém, (com a devida permissão), aquando da visita da Tunasas, da Academia Sénior de Artes e Saberes do Litoral Alentejano - Neste dia, dedico a todos os idosos como prova de carinho, uma mensagem de ternura e a promessa da minha presença, com fotografias, sorrisos, conversas, "docinhos e cantigas", sempre que se proporcionar. Enquanto espero a minha "Idade Maior"... lá estarei!
Mãe: Já só te encontro no meu coração. Fora dele, é o renovo e a negação Dos pesadelos. Enxertam-se os bacelos Do presente, E o mesmo alvaralhão tinge a nascente Que mana dos lagares, Altares Do esquecimento E nenhum pensamento Se detém A recordar, na embriaguez do mosto, A doçura das linhas do teu rosto, Mãe! Miguel Torga / Poesia Completa - Fotografia / Teresinha
Sobre Miguel Torga
"Um poeta realmente rebuscado, segue de perto um vocabulário vernáculo, bem ao jeito da sua terra. Cria um poema de grande originalidade porque, metaforicamente, equivale o esquecimento com a ebriedade que um bom vinho lhe provoca, após uma gestação tão especial... Tal como a sua, já tão longínqua, no seio de sua mãe."
(Palavras deixadas em jeito de comentário, as quais todos agradecemos, pela professora Fátima Beja. )
" Era uma vez um gato com uns olhos tão verdes que quando passeava pelo bosque dir-se-ia que era uma sombra em que se tinham aberto dois buracos para se poder ver a verdura do verde. Tisana/205 A.H."
Dirijo-me a casa do meu amigo Eros Fonético e bato à porta.
Responde o gato miau-rinhau-nhau.
Digo eu era para pedir a receita dos sonhos.
Responde o gato rauauaummm.
Digo eu sabe é que tenho um Epicurista lá em casa e preciso imenso dessa receita vá lá.
Responde o gato miauraum-minhaurau.
Começo a enervar-me. Não me responda dessa maneira ouviu quem julga que é olhe que eu sou visita cá de casa há muitos anos percebe há muito mais tempo que você.
Responde o gato miau-miaurau.
Estou enervadíssima mas mudo de táctica olhe diga-me ao menos qual é a divisão porque isso ajuda.
Responde o gato rauaum-ron-ronrau.
Como? como? de manhã? para salústio? mas é absolutamente abdominável.
Oh muito obrigado muito obrigado muitius obligatius muchibous thankibus tralalá lará lará.
O gato lambe a pata e lava a cara e interrompe e fica com a ponta da língua de fora.
* (As Tisanas são uma meditação poética sobre escrita como pintura e filtro da vida. No seu conjunto formam uma espécie de cidade-estado construída pela escrita criadora, que é a abolição oblíqua, delírio provocado e lição de tentativa. O mundo das Tisanas é um mapa emotivo de uma conjuntura cultural em que os agentes do sentido têm por árbito o espírito. A.H.)
Porto Covo + "Marquês" + Juja + Encontro + Abraço + Sorriso + Simpatia + Três horas de conversa + Prendinha + Gelado = Um Dia Bom
Hoje é um dia BOM! Porque BOM, é dar um abraço e dizer "Olá"! BOM é partilhar as afinidades e reciprocidades na vontade de crescer. BOM é estar vivo, sorrir e comunicar na dádiva de um pouco de nós. BOM é abrir o coração e dar as mãos numa corrente de amizade que dê a volta ao mundo como um abraço solidário. Porque conheci mais uma amiga. Hoje é um dia BOM!
Maria de Jesus Pinto / Agosto de 2009
(Poema dedicado a mim escrito pela Juja, para assinalar o dia que nos conhecemos pessoalmente. Amiga da Carolina Palminha. Colega de Escola da Ana Esperança, e me foi apresentada na Blogosfera. Obrigada!
Mamã como é que se escreve bem-vindo em Inglês? -Não sei filha. -Não sabes?!... Olha mãe, ouve: "O Sol brilha e a Lua também"... - Isto é um poema! Indiferente aos olhares dos outros passageiros, continuava - I love you... Apenas a sua voz se ouvia dentro da carruagem. Embaladas pelo andamento as pessoas, bebiam água; liam, ouviam música baixinho; algumas recebiam e mandavam mensagens via telemóvel; tomavam comprimidos; outras, dormiam aproveitando a "boleia". - Estamos perto mamã. - Olha, vamos tão alto! Agora não se vê nada lá para fora. - É um túnel filhota. - Ah é?!!!... - Mãe, não te lembras ainda como se escreve bem-vindo em Inglês? - Não sei filha, quando chegarmos vamos perguntar à tia. Ela sabe! - Achas?! - Sabe concerteza. - Está bem, agora vou cantar baixinho. - Já não deve faltar muito para chegarmos. Estamos mais perto mamã! " Atenção senhores passageiros, dentro de momentos o combóio vai dar entrada na Estação de Coimbra B ." - My name is Inês. - Eu não sei falar inglês, eu estou a aprender inglês. - I am six years old. (she sad) Enquanto se dirigia para a porta, olhou para mim e disse: - Olá!!! - Olá Inês! - Sabes como se escreve bem-vindo em Inglês? - Sim. Escreve-se - welcome. - Vês mãe, já não é preciso perguntar à tia , esta senhora sabe. Escreve aqui no meu caderno para eu não me esquecer, está bem? - Vais passear? (perguntei) - Não, vou a Coimbra! (respondeu-me) - Mãe chegámos, está ali o avô! - Olá avô! Olha, tens de me dizer welcome porque eu estou a chegar, sabias? - Ah sim?!... Então, vou dizer: "Welcome Inês, há quanto tempo minha querida!"... - Oh avô, já chegámos!!!
Já não vai ao Mar, nem está preocupado pelo facto de estar, "estacionado" fora da areia, mantém uma atitude positiva - por isso - "Não Te Rales" Canção - (Pimas)
Agora no Ribatejo. - Isto é um convite - Se passar por lá, procure as Hortênsias. Depois da praia, outros ares. Na praia no campo e na cidade, este ano o resto das minhas férias, são "cá dentro"...
«Com amizade» João Limpinho - 1/7/2009 - (escreveu)
Exposição / Mar - 01 a 31 de Julho de 2009 - Biblioteca Municipal Manuel "do Tojal"
Vila Nova de Santo AndréEnquanto esperávamos pela abertura da Exposição, deparei-me com um pequeno visitante que correndo pela sala ia observando cada peça exposta. Parou de repente e disse, do "alto" da sua pequena estatura:"Esta, está muito bem feita"! (tão rápido, que mal tive tempo para respirar) A Sereia, a que se referia o pequeno visitante!
Suspensos, peixes trabalhados com os mais surpreendentes materiais...
A elaboração destas obras de Jão Limpinho são uma constante surpresa, a merecer uma visita mais minuciosa. Dos objectos mais inusitados, ( frascos de perfume, pérolas, parafusos, um porta moedas antigo, pequenos pedaços de metal, entre outros)... cria , estas obras de arte! Neste caso, Seres Marinhos, que povoam o nosso imaginário, são de súbito, identificados por nós. A maneira como se encontram expostos, (suspensos de um círculo). É como se, de repente, mergulhássemos num qualquer "Oceano", onde habitam sereias, peixes e dragões marinhos.
- A minha visita não terminou, porque, vou voltar a entrar no MAR...