distribua-se o peixe-serra pequeno
distribua-se o sável pequeno
ditribua-se o tubarão
distribua-se o pargo
O caminho do peixe, parece que Deus o fez de ouro
o flautista chama pela rapariga
diz-lhe que se agarre bem à sua camisa
distribua-se o mero
distribuam-se as conchas presas às rochas
ditribua-se a lagosta
distribuam-se os caranguejos
distribua-se o marisco que vive como se risse
Com a boca aberta aferrada à rocha
distrubua-se a carne dos moluscos
distribuam-se os moluscos maiores do rio
distribuam-se os camarões
distribua-se o mero do rio
distribua-se a iguana que se esconde
Na copa da árvore de pau santo
de ouro, o caminho do peixe,
parece que o fez de ouro,
parece que Deus fez de ouro
o caminho do peixe
Poemas Ameríndios / (Cunas) - fotografia / teresinha (Oceanário Lisboa)




